CULINÁRIA
REGIÃO NORDESTE
A culinária nordestina é marcada pela influência dos indígenas, africanos e portugueses. Os índios ensinaram o uso do milho e da macaxeira, os africanos introduziram o leite de coco, o azeite de dendê e os portugueses trouxeram preparações como as calderadas, os cozidos e os doces.
O interior nordestino divide-se em agreste e sertão. A faixa litorânea corresponde à Zona da Mata.
A posição geográfica da faixa litorânea estimula o consumo de peixes, camarões, lulas, lagostas, mariscos, caranguejos, pitus (camarões de água doce) e sururus (moluscos provenientes de lagoas).
Já no interior nordestino, os alimentos que conservam-se por mais tempo como a carne de sol, o jabá e as receitas com bode são tradicionais. Isso ocorre pois o bode, por exemplo, é mais adaptado ao clima semi-árido que o boi.
Outros alimentos típicos são: “quarenta” (espécie de angu de fubá de milho), manteiga de garrafa, queijo coalho, rapadura, macaxeira, feijão-de-corda, inhame, jamelão, maxixe e tapioca.
Aproveite e desfrute as delícias da rica culinária nordestina! Saboreie o resultado incrível dessa mistura de influências africana, indígena e portuguesa!
Curiosidade!
O dendê vindo da África é um dos ingredientes mais utilizados nas receitas baianas tradicionais como as moquecas, as mariscadas, o acarajé, o abará e o caruru.
Durante muitos anos, a zona do Recôncavo Baiano foi a maior produtora de óleo de dendê no Brasil. Hoje, a Amazônia ocupa esse posto e também exporta principalmente para a Ásia.
O óleo de dendê é chamado de palma na África e no resto do mundo. No Brasil, ele passou a chamar-se azeite por influência portuguesa, haja visto que o óleo extraído da oliveira é chamado de azeite de oliva. Sendo assim, na Bahia, azeite é o de dendê e o azeite de oliva é conhecido como azeite doce.
